quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

 

Conto de Natal 

Numa tarde de Natal, numa casa humilde, coberta de neve, ouvia-se a Joana a queixar-se ao seu irmão Daniel. Esta lamentava ter sido uma pessoa infeliz e sem sorte neste ano de 2020. Não podia conviver com as amigas da escola, não podia visitar a sua família, sentia-se muito pesarosa. Entretanto, os pais chegaram do supermercado.

 - Olá mãe, olá pai! – exclamaram as crianças.

- Olá filhos! Está tudo bem por aqui? – perguntaram os pais.

- Sim! Mãe, posso ajudar-te nos preparativos para o Natal? – perguntou a Joana.

- Claro que podes ajudar filha! - respondeu a mãe. - Vamos para a cozinha.

Enquanto a mãe e a irmã foram para a cozinha, o Daniel decidiu ir dar uma volta de bicicleta.

O rapaz seguiu para o monte e viu um caminho pelo qual nunca tinha passado. Com curiosidade, resolveu explorá-lo. O caminho era estreito e continuava numa longa reta, mas com uma descida muito inclinada. Ao descer deparou-se com imensas pedras e galhos. Acabou por cair, bater com a cabeça numa das pedras e desmaiar.

Entretanto, passadas algumas horas, a esposa disse ao marido:

- Amor, liga para o nosso filho para que venha para casa, a ceia já está quase pronta.

O pai ligou várias vezes ao Daniel, mas como este não atendeu, o senhor suspeitou que algo poderia ter acontecido.

- Amor, o Daniel não atende o telemóvel, pode ter acontecido alguma coisa com ele! – disse o pai preocupado.

- Eu vi-o a sair do portão de bicicleta, deve ter ido para o monte, como é o habitual, e vi agora que ele deixou o capacete em casa! – alertou a mãe.

Os pais e a irmã foram à procura do Daniel no monte. Ao encontraram dois caminhos, resolveram dividir-se: o pai foi pelo caminho da esquerda enquanto mãe e filha foram pelo da direita.

Joana estava muito inquieta por causa do irmão e o desespero tomou conta dela.

- Mãe, onde estará o Daniel? Será que lhe aconteceu alguma coisa?! Por favor, meu Deus, faz com que o meu irmão esteja bem… Desculpa por ter sido egoísta e ter pensado apenas em futilidades, em sair com as minhas amigas… Por favor, eu só quero que não tenha acontecido nada de grave ao meu irmão… - soluçava a rapariga.

- Acalma-te, Joana, tudo correrá pelo melhor. Por vezes, Deus coloca pedras no nosso caminho para que nos lembremos de dar valor às coisas boas que temos – observou a mãe.

Entretanto, depois de caminhar alguns minutos, o pai encontrou o Daniel desmaiado e com um enorme hematoma na cabeça. Ligou para a mulher e, de seguida, chamou uma ambulância.

Já no hospital, Daniel recuperou a consciência e os pais foram informados que os exames médicos não haviam revelado nada de grave, apenas era preciso levar uns pontos na cabeça, o que já deu um alívio a toda a família.

Mais tarde, já em casa realizaram a ceia de Natal, mais unidos que nunca.

Já passadas algumas horas, e faltando alguns segundos para a meia-noite, tanto o Daniel como a Joana, estavam muito ansiosos para abrirem os seus presentes.

À meia-noite, começaram a abri-los e a Joana exclamou:

- É linda esta prenda, obrigada! Mas nada que se compare ao facto de eu ter o meu irmão são e salvo perto de mim! És um chato, Daniel, mas eu adoro-te, mano!

E os dois irmãos abraçaram-se agradecidos por estarem em família…

De repente, ouviram-se foguetes e todos correram para fora. Havia imensos foguetes a serem lançados, muitas cores e formatos diferentes no céu daquela noite!

Já tendo acabado os fogos de artíficio, voltaram para dentro e aconchegaram-se junto da chama ardente da lareira, perto do pinheirinho enfeitado com as fitas, bolinhas e luzinhas de diversas cores, que enriqueciam o espírito natalício da casa. No presépio havia bonecos, caminhos de terra, animais, pessoas, os três reis magos, casas, construções e principalmente a cabana com o menino Jesus.

A família conseguiu passar o Natal com quem mais gostava, da melhor maneira possível!

Mesmo tendo tido um momento stressante por causa do pequeno acidente do Daniel, a família estava reunida e a celebrar a magia do Natal!





 

Paulo Lima Faria  7ºA Nº20

 

Alice e o Natal




     




Tudo começou numa pequena casa de madeira que ficava numa floresta muito distante, e nessa casa vivia uma jovem e bela menina de cabelos louros e brilhantes chamada Alice.

     Alice não gostava muito do Natal, ela não via qual era o interesse de abrir presentes, porque para ela, era um dia como os outros.

     Certo dia, quando Alice voltava da escola deparou-se com uma pequena loja, que nunca havia visto antes, então a menina, decidiu entrar.

Quando entrou, aquela loja parecia estar abandonada; o pó acumulado e as teias de aranha faziam-na pensar desta forma. Então, decidiu verificar se estava alguém:

     - Olá? Está aqui alguém? – gritava ela – Olá?

     Mas ninguém respondia, até que, quando Alice estava prestes a sair da loja, apareceu uma mulher idosa, baixinha e de cabelos grisalhos, que lhe disse:

     - Espera, espera! Não vás! Eu tenho uma coisa para te dar!

Então, a velha senhora tirou um colar muito brilhante do seu bolso e deu-o à menina.

     - Muito obrigada, minha senhora. – respondeu a menina com uma voz trémula, e logo em seguida saiu da loja.

     Alice foi imediatamente para casa e quando lá chegou, pousou a mochila e viu melhor o colar que aquela senhora lhe havia oferecido; parecia um colar banal, mas, quando ela abriu o medalhão lá pendurado… PUFF!! Alice aparecera num lugar desconhecido, parecia até um sonho!

     - Onde é que eu estou? – perguntou ela com medo, mas ao mesmo tempo curiosa.

     Alice estava numa casa muito pequena e pobre. Dirigiu-se até à mesa de jantar onde estava uma família constituída pelo que pareciam ser uma mãe, um pai e dois irmãos, ambos rapazes. Então, a menina foi perguntar onde se encontrava, que lugar era aquele e se a podiam ajudar a ir para casa. No entanto, parecia que não a conseguiam ouvir nem ver, como se ela fosse… Um fantasma! Alice começou a perguntara a si mesma o que estava a acontecer.

- Será que foi o colar daquela senhora? Será que ela era uma bruxa?! – interrogou-se a menina.

     Mas, a menina começou a ouvir aquela família a falar! Ela conseguia ouvi-los mas eles não a conseguiam ouvir.

     - Obrigada por mais uma ceia de Natal! – rezavam eles.

     - Natal? Mas o Natal é só amanhã! – dizia ela para si própria.

     Alice olhava para a mesa deles e via que realmente havia pouca comida em cima da mesa, mas que mesmo assim eles pareciam estar muito alegres.

     - Desejo que todas as crianças no mundo tenham um Natal muito feliz e que o passem com as pessoas que mais amam. – dizia o mais novo dos irmãos.

     Alice, com aquelas palavras tão sentidas que o rapaz acabara de dizer começou a refletir:

- Será que faz sentido eu não gostar do Natal, sendo que estas crianças que quase não têm roupa para vestir ou comida para comer gostam e estão felizes com o pouco que têm?

     Então, de repente, a menina abriu os olhos e estava em casa. Olhou para o relógio e era manhã de Natal! Então, desceu as escadas a correr e desejou feliz Natal a toda a sua família, que ficou admirada, pois ela nunca gostara daquela festividade.

     - Feliz Natal! Feliz Natal! – dizia ela com alegria.

     Mas não podia deixar de pensar no que tinha acontecido, será que aquilo tinha sido apenas um sonho? Ou teria realmente acontecido?

     A partir desse dia, Alice nunca mais voltou a dizer mal do Natal e este passou a ser o seu dia preferido do ano, pois ela entendeu que o Natal não era só presentes, e sim a família, a união e o amor.

 

Beatriz Barbosa  7°A  N°4

 

 

 

O lenhador e a árvore de Natal



          Era uma vez um lenhador que vivia no meio de uma floresta fria e gelada no topo de uma montanha com a sua mulher. Viviam numa pequena e modesta casa, mas muito aconchegante onde não faltava o calor humano, o amor e a amizade que nutriam um pelo outro.

          Viviam felizes os dois sozinhos na floresta.

          Certo dia, a mulher adoeceu e meses depois morreu. O lenhador ficou muito triste, sentiu-se só e desamparado.

Desde esse dia, sentiu-se invadido pela solidão, nada mais fazia, passava os seus dias a cortar lenha e nos afazeres domésticos.

          Numa noite cinzenta e triste, no dia 23 de dezembro, o lenhador decidiu usar uma das árvores que cortara: colocou-a dentro de casa e resolveu decorá-la. Ia colocando luzes, imensas luzes, umas fitas, umas bolinhas e uma estrela.

          No dia seguinte, o homem observou a sua casa, esta tinha pareceu-lhe diferente, parecia mais viva e iluminada… Aquela árvore trouxera mudanças…

          Nesse mesmo dia, ao cair da noite, ouviu um latir pesaroso vindo da parte de fora da sua casa. Abriu a porta e deparou-se com um cão de orelhas caídas e olhar triste deitado no chão junto à porta. Este parecia estar com muito frio e com fome, então o lenhador decidiu tomá-lo nos seus braços e levá-lo para o interior da sua casa. Colocou-o junto da lareira para que se aquecesse e deu-lhe de comer. O cão logo se transformou e enroscou-se nas pernas do lenhador.

 Algumas horas depois, um casal idoso veio bater à porta da casa do lenhador a perguntar se este tinha visto um cão. Este cão era a alegria do casal com quem vivia há anos. Dissera ao lenhador que a luz da sua árvore de Natal os iluminara e guiara até àquele lugar.

O casal ficou muito feliz depois de saber que o seu adorado companheiro canino estava em casa do lenhador. 

Este convidou-os a entrar e como esta noite já tinha caído e o frio era insuportável, sugeriu que se aquecessem à lareira e que passassem lá a noite.

O casal agradeceu e ficou em casa do lenhador.

Quando amanheceu e o sol aqueceu a floresta, o casal partiu sem antes agradecer ao lenhador por ter tomado conta do cão e deixado que eles dormissem em sua casa.

Daí em diante, o lenhador sentiu o renascer da esperança, nunca mais se sentiu triste e todos os anos, no dia 23 de dezembro, passou a decorar uma árvore, a iluminar a casa com a sua árvore de Natal.

 

 

Alexandre Barros Nº 1 7º C

 

A noite mágica

No último dia de aulas do período, em certo lugar da Argentina, fazia calor e as crianças estavam entusiasmadas, pois, com a ajuda dos professores, começaram a decorar a escola com luzinhas aqui e acolá e montaram e decoraram a grandiosa árvore de Natal!

            A maior parte daquelas crianças era pobre, sem ter quase o que comer em casa. Naquela época era tradição o Pai Natal passar pelas escolas do país e deixar presentes, amor e alegria!

De repente, quando as crianças menos esperavam, entrou o Pai Natal na cantina da escola. Todos estavam felizes porque finalmente iam receber o tão esperado presente de Natal!


Assim que o Pai Natal entrou, o pequeno João começou a chorar; a diretora, preocupada, foi ter com ele e perguntou o que tinha acontecido. Então, o pequeno contou que em 2015, no dia de Natal, o seu pai, vestido de Pai Natal fora buscar a sua prenda, mas nunca mais voltara.

A diretora acalmou o menino e, depois da festa, todas as crianças regressaram a casa casa.

Quando chegou em casa, o menino ele deu um forte abraço à sua mãe; ela notou logo que o seu filho sentia saudades do pai…

No dia 23, antes do jantar, o João escreveu uma carta ao Pai Natal, e com o tempo escasso, ele foi numa correria deixar a sua carta nos correios.

Depois da ceia, e antes de ir dormir, o menino deixou um copo de leite morno e umas bolachinhas em cima da mesa, não fosse o Pai Natal passar por ali.

Quando acordou de manhã, notou que o prato das bolachas e o copo do leite estavam vazios. Olhou lá para fora e viu o Pai Natal com um enorme cartaz onde estava escrito «Olha para trás». Ele assim fez e lá estava o seu pai.

O desejo de Natal do João concretizara-se!

 

Lara Santos Nº 11 7ºC

A missão de Maria no dia de Natal



Era véspera de Natal. Uma menina de seis anos chamada Maria tinha o sonho de conhecer o Pai Natal e a sua fábrica de brinquedos. No entanto, naquela aldeia mais ninguém acreditava na sua existência.

 Durante a noite Maria sentiu um barulho.

- Quem é? - perguntou a menina.

Mas ninguém lhe respondera. Então Maria decidiu ir à janela e avistou um comboio voador que ia em direção ao Polo Norte e, sem temer, entrou para aquele meio de transporte flutuante, muito fofinho e confortável, constituído essencialmente por nuvens brancas, e seguiu viagem até àquela terra gelada.

Assim que chegou ao Polo Norte foi recebida por uma voz que lhe dissera:

- Bem-vinda à terra do Pai Natal! Só aqueles que acreditam no velho de barbas brancas é que conseguem chegar aqui! A tua jornada começa agora! O Pai Natal está muito doente e tu és a única que podes ajudá-lo na realização do Natal, portando segue a próxima estrada que te indicará o trajeto final, mas cuidado, pois irás encontrar várias dificuldades pelo caminho!

Maria aceitou a sua missão para salvar o Natal, prosseguindo o seu destino.

Na sua jornada, a menina encontrara muitos desafios para realizar, nomeadamente a travessia de montes gelados e a temperatura adversa. Mas com grande esforço conseguiu superar todas as complicações, chegando assim à fábrica de brinquedos do Pai Natal.

- Meu Deus! Isto é muito melhor do que eu pensava! - exclamou Maria.

De repente uma voz muito aguda perguntou:

- És a Maria?

- Sou, sim! – respondeu a menina.

- Segue-me, preciso que venhas ver o Pai Natal! – exclamou o duende.

Maria seguiu-o com grande entusiasmo, pois finalmente ia conhecer o homem dos seus sonhos! No entanto, quando entrou no quarto e deu de caras com o Pai Natal, ficou desapontada, pois o homem das barbas brancas estava realmente muito doente, com um ar pálido e infeliz.

- Maria… Este Natal não poderei entregar os presentes às crianças! – exclamou o Pai Natal com uma voz rouca marcada por uma profunda tristeza.

- Estou doente e necessito urgentemente que alguém me substitua! Por este motivo nomeio-te distribuidora provisória de presentes!

- Eu!? Mas porquê eu? – perguntou Maria.

- Porque tu és a única que acredita verdadeiramente no espírito natalício! Se tu não o fizeres, o Natal estará arruinado!

- Eu aceito a sua proposta! – concordou Maria sem hesitar.

Enquanto isso, na sua aldeia estavam todos muito preocupados, pois Maria tinha desaparecido sem deixar rasto. Toda a população estava à procura da menina de seis anos, mas ninguém a tinha visto. Os pais da menina pensavam que poderia ter acontecido o pior e estavam aflitíssimos.

Entretanto na terra do Pai Natal, Maria iniciara o seu compromisso para salvar o Natal. Gastara muito tempo a entregar todos os presentes, mas a missão fora cumprida.

- Como é que o Pai Natal consegue entregar estas oferendas numa só noite? – perguntou a si própria.

De repente, lembrou-se:

- Os meus pais devem estar preocupados comigo, a esta hora já estarão à minha procura!

Então, Maria transmitiu a sua preocupação ao Pai Natal e este apressou-se a dar ordens aos duendes para que a menina chegasse o mais depressa possível à sua terra natal.

O mesmo comboio fantástico levou a menina de volta, mas desta vez todos os habitantes da aldeia o puderam visualizar e observar Maria a descer triunfante.

Os pais correram para ela e abraçaram-na muito aliviados, pois a sua menina estava bem.

Maria contou a sua fantástica aventura pelas terras geladas do Polo Norte e toda a aldeia aplaudiu a coragem e a boa vontade da criança que salvou o Natal.

Toda a população da aldeia de Maria passou a acreditar no espírito natalício e no Pai Natal e a pequena Maria sentia-se realizada por este feito.

 

Ana Teresa Pisco   7ºA   nº2

 

A história da Maria

 
  Em Angola, numa aldeia muito pobre, as casas eram feitas de palha, no interior não havia nada e as camas eram esteiras onde crianças e  adultos dormiam, todos na mesma divisão.

   Maria, uma criança negra de doze anos, trabalhava muito para ajudar a família que era muito pobre e várias vezes não tinha o que comer.

   Certo dia aconteceu uma tragédia com os pais. Apanharam uma doença contagiosa ficando várias semanas sem ver a filha.

 Durante esse tempo, Maria teve de ficar com outra família. Pensando que a vida ia melhorar, a criança estava expectante. No entanto, em vez disso, encontrou um lar pouco acolhedor no qual a obrigavam a fazer todas as tarefas domésticas, ir vender para o mercado os legumes e fruta que colhia de madrugada. Para comer apenas tinha o que sobrava dos pratos dos membros da família quando lhos entregavam para lavar.

   Aproximava-se o Natal e Maria sentia muitas saudades dos pais, não sabia nada deles desde o final do verão e estava preocupada. O Natal não era uma época festiva, apenas um dia a mais no calendário, pois nestas paragens longínquas não tinham conhecimento desta comemoração.

Certa vez, quando estava nas limpezas, Maria encontrou um postal com um hospital… Sem pensar, a rapariguinha correu porta fora em direção ao centro da aldeia para pedir ajuda para chegar ao hospital. Uma senhora indicou-lhe o local onde poderia encontrar um transporte que a levasse até ao hospital e também lhe deu algum dinheiro.

Quando chegou ao hospital, perguntou à recepcionista pelos seus pais ao que esta respondeu que já lá não se encontravam.

De seguida, Maria tentou encontrar uma maneira de regressar à sua aldeia natal, à casa dos pais. Aflita, decidiu voltar ao hospital pedindo ajuda. Uma enfermeira que ia a sair ficou com pena da pequena que se encontrava a chorar e decidiu ajudá-la. Levou-a até à sua aldeia.

Ao chegar à aldeia, a rapariga correu para a sua casa e reencontrou os seus pais. A enfermeira ao ver a pobreza daquela família, decidiu ajudá-los. Prometeu arranjar trabalho para o pai na cidade mais próxima para que este pudesse dar à sua família uma vida melhor. Ajudou-os a ter comida na mesa para a ceia de Natal e incentivou a Maria a seguir os estudos.

   Apesar de não saber o significado do Natal, esta foi a melhor prenda que Maria já tivera, com os pais recuperados e a perspetiva de uma vida melhor.   

 

Mariana Lima  Nº14 7º B

 

A crise de Natal

 

            Numa casa, situada num pequeno bairro em Chicago, vivia um pequeno rapaz de olhos esverdeados e cabelo ruivo chamado Luís, cuja família se juntava toda para celebrar a época de Natal.

Os dias foram passando até que em meados do mês de novembro surgiu uma epidemia que impediria as famílias de se juntarem no Natal. O Luís e os seus pais, ficaram muito tristes, pois só no dia de Natal a família se encontrava, e para piorar as coisas, a sua avó sofria de cancro terminal e já não lhe restava muito tempo de vida. O pequeno rapaz de oito anos abatido pela notícia, arranjou uma solução para se voltar a cruzar com a avó antes de ela acabar por falecer. Como a quarentena obrigatória só começava no início de dezembro, Luís no dia seguinte foi ter com a professora e explicou-lhe a sua situação, pedindo para ela ligar diariamente à sua mãe para ele poder realizar os trabalhos feitos nas aulas todos os dias, sem ter que estar presente. A professora foi bastante compreensiva e então realizou o pedido do rapaz.

            Em fins de novembro, os seus pais deixaram-no na casa da avó, para poder passar o Natal com ela. Os dias foram passando, e o rapazinho todos os dias depois de fazer os trabalhos da escola passava bons momentos com a avó. Com a melhoria da situação pandémica, a avó foi ficando cada vez mais fraca, mas para o contentamento de Luís, no início de Janeiro, as famílias puderam finalmente juntar-se. Logo no primeiro dia de Janeiro, os seus pais primos e tios foram até à casa da sua parente onde o rapaz se encontrava desde fins de novembro. Os seus familiares organizaram um grande jantar, para restaurar a felicidade, compensando o Natal que tinham perdido, mas principalmente para se despedirem da sua familiar.

 Luís, a partir aí, aprendeu a valorizar a sua família, os momentos que passavam juntos e os encontros de Natal que reuniam a sua família toda, pois não havia melhor momento para se encontrarem, e era a melhor prenda que ele algum dia poderia receber.

           

                                  
Ivo Amorim , 8.ºA